Você sabe qual o quadro da produção de energia renovável no Brasil? Nossa proposta neste post é dar um panorama sobre essa questão.

Mostraremos como o país tem se tornado uma referência na geração de energia limpa e como isso pode ajudar a captar investimentos, além de ser mais sustentável. Para isso, passaremos pelas principais matrizes, como energia eólica, solar, biocombustíveis e biomassa. Continue a leitura para conferir!

Energia renovável

O Brasil é uma das principais referências mundiais na geração de energia limpa, com um enorme potencial de expansão, principalmente pelo volume de vento e radiação solar em seu território.

O aproveitamento de resíduos de origem vegetal para a produção de energia também contribui significativamente. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em 2017, cerca de 20% da energia produzida no país tinha como fonte, bases renováveis, como a energia eólica, biomassa e solar.

Eólica

Em agosto de 2018, o Nordeste do Brasil alcançou um recorde de produção de energia eólica e quase 100% da demanda de consumo foi atendida pelas plantas eólicas instaladas na região.

A projeção do Ministério de Minas e Energia é que haja um grande crescimento dessa matriz nos próximos anos, com a possibilidade de a energia eólica corresponder a quase um terço do total produzido no país até 2026. Para efeito de comparação, em 2015 ela correspondia a apenas 3,5% da matriz, e em agosto de 2018, a potência instalada respondeu por 8,5% da capacidade de geração do país ,  atestando o impulso que tem recebido.

Uma vantagem é que a potência dos equipamentos é cada vez maior. O desenvolvimento de novos modelos de usinas de energia eólica, com turbinas maiores e pás de grande envergadura, tem permitido um salto da capacidade de geração das máquinas.

Biomassa

Muitas pessoas desconhecem esse dado, mas a energia produzida por biomassa representa quase 10% do total do país. Feita principalmente a partir da queima do bagaço e da palha da cana (que corresponde a cerca de 65% do total), a matriz também se aproveita de resíduos de produção de celulose, casca de arroz e biogás.

Por conta da sua origem vegetal — fruto do crescimento de plantas, que dependem da fotossíntese para crescer —, muitos consideram a biomassa como uma forma indireta de energia solar.

Diferente dos combustíveis fósseis, que podem liberar componentes tóxicos, como o enxofre, a geração de biomassa resulta apenas na soltura do carbono absorvido pelos vegetais em seu crescimento.

O potencial dessa matriz é imenso, já que é possível, por exemplo, a utilização do lodo resultante do processo de tratamento de esgoto das grandes cidades, restos de alimentos e excrementos de animais para a produção de energia.

Solar

A energia solar é outra grande promessa do setor elétrico. Além das grandes usinas, tem crescido o investimento na chamada geração distribuída, que é quando as placas fotovoltaicas são instaladas em casas e empresas.

Um estímulo para esse tipo de investimento particular é a possibilidade de o dono da casa repassar o excedente da energia produzida para o distribuidor local, em uma espécie de venda, ganhando créditos na conta de luz. Alguns estados, como Minas Gerais, isenta a cobrança de ICMS quando há geração de energia solar para até 5 megawatts, o que também tem impulsionado o crescimento dessa matriz.

O Brasil tem hoje cerca de 1,3 GWp de capacidade instalada de energia solar. A projeção do plano decenal de expansão de energia, do Governo Federal, é que em 2026 essa capacidade seja de 12,9 GWp, sendo que 3,3 Gw devem estar instalados nos sistemas distribuídos na geração descentralizada presente em residências, comércios e indústrias.

Biocombustíveis

É preciso ainda considerar a existência de outra matriz energética renovável que Brasil é um dos pioneiros: os biocombustíveis.

O país é referência na produção de biocombustíveis desde a década 70, quando promoveu o consumo de álcool para automóveis. O desenvolvimento do biodiesel e a sua utilização na frota, bem como a adoção dos motores flex, nos anos 2000, fez com que essa matriz energética se consolidasse no país.

A necessidade de redução da emissão de gases tóxicos, como enxofre e o metano, por automóveis, faz com que os biocombustíveis ainda sejam um mercado com potencial de expansão no futuro próximo.

Investimentos

A Lei Federal 9.991, de 2000, obriga que 1% da receita operacional das empresas do setor elétrico seja revertida para pesquisas, desenvolvimento e na eficiência energética, sendo um dos motores para a expansão do setor no Brasil.

A possibilidade de retomada do crescimento econômico do país nos próximos anos pode fazer com que a demanda por energia aumente, e o retorno dos investimentos no setor seja ainda mais atrativo.

Além disso, o país conta com todo potencial climático favorável e a aprovação recente de legislações, que destravam o setor elétrico para facilitar a chegada de novos investidores estrangeiros.

Sustentabilidade

Depender menos de matrizes, como o carvão e óleo diesel, e evitar problemas de desmatamento e alagamento de grandes áreas na construção de hidrelétricas, são fortes razões para que o investimento em matrizes renováveis seja prioritário nos próximos anos.

Soma-se a isso, a necessidade de o Brasil atingir as metas do Acordo de Paris para a contenção das mudanças climáticas —, que determina a redução de 37% nas emissões de gás carbônico do país até 2025, tendo como base as de 2005, além de uma possível redução de 43% até o ano de 2030.

A proposta para que essas metas sejam alcançadas, é que o Brasil faça com que as matrizes renováveis cheguem a 45% do total, além da tomada de outras medidas, como o ganho de 10% na eficiência do setor elétrico e o uso de 18% de bioenergia sustentável.

A energia renovável tem grande potencial de expansão no país, tanto pelas suas características naturais quanto pelas demandas de consumo interno. Investir nesse setor é uma ótima oportunidade para a sustentabilidade.

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