Para que você entenda bem o que é Big Data, podemos começar falando do que já usamos hoje em dia e que tem interação direta com ele. O Google Drive, por exemplo, está disponível para qualquer pessoa com uma conta Google — Gmail ou Android. Esse serviço ajuda a armazenar diferentes tipos de arquivos na nuvem, ou internet.

Existem outros serviços que conhecemos bastante e que são oferecidos dessa forma, pela nuvem. Por exemplo, quando você quer assistir a filmes em casa com a família, muito provavelmente acaba optando pela Netflix. Essa plataforma de streaming de vídeos faz tudo de maneira remota e pela internet, inclusive o pagamento da assinatura.

Reparou como esses dois exemplos, Netflix e Google, mostram como estamos conectados à rede? Então, você já sabe “quem” é o Big Data. Para entender melhor, continue a leitura!

O que é Big Data?

O Big Data é exatamente essa “nuvem de informações” trocadas diariamente na internet. Esses dados todos ficam disponíveis dentro dos sistemas que usamos. Por exemplo, se você estiver conectado em sua conta Google e fizer uma busca nele por “alimentação saudável infantil“, isso criará um registro de pesquisa para sua conta.

A próxima vez que você fizer uma busca relacionada ao tema, como “receitas vegetarianas”, o Google irá cruzar esses dados — busca atual e busca anterior. É nessa hora que ele acaba sugerindo um complemento para sua frase “receitas vegetarianas infantis”, que é exatamente similar ao que você já tinha digitado antes.

Quer outro exemplo? Quando você clica em “curtir” no YouTube, isso indica que você gostou do vídeo. A plataforma usa essa informação para sugerir novos vídeos para sua conta. E por falar em YouTube, já reparou que às vezes aparecem algumas sugestões diferentes para assistir?

Isso é porque a plataforma de vídeos YouTube pertence ao Google. Assim, eles compartilham informações pela sua conta única (aquela mesma do Gmail). Então, para esse caso, você pode ver em sua página principal alguns vídeos sobre alimentação saudável infantil, sugestões baseadas na sua pesquisa.

Se você ainda não percebeu, todos esses dados trocados nas interações online pertencem ao conceito do que é Big Data. Essas informações sempre existiram, afinal, nós sempre fizemos escolhas baseadas em outras escolhas que já tínhamos feito. Chama-se histórico, e todos nós temos um, mas antes ninguém se preocupava em usá-lo para algo.

Os diferentes tipos de dados

Os dados coletados no Big Data podem ser de dois tipos: estruturados e não estruturados. Os dados estruturados são aqueles que podem ser facilmente lidos por um sistema informatizado. Ou seja, quando você clica no botão de curtir, o próprio sistema faz a “anotação” disso e a contagem de todas as curtidas no mesmo vídeo.

Além disso, qualquer informação que é preenchida e identificada se torna um dado estruturado. Vamos ao exemplo — você fez uma planilha no Excel e lá colocou:

  • nome;
  • número de telefone;
  • endereço.

Qualquer informação que for digitada na coluna “número de telefone” será categorizada assim no sistema. Então, se você colocar “Ângela” nesses campos, o computador entenderá que o dado é estruturado. Caso você use essa planilha para discar os números na Internet, o computador tentará de fato discar “Ângela’, até não achar os “números” e falhar a tentativa.

Então, essas informações são “estruturadas” porque podem ser lidas na língua que os computadores falam. Agora, se você editar um vídeo pelo próprio programa básico do Windows — o Windows Movie Maker —, ele vai ajudar a colocar efeitos, fazer cortes e tudo mais. Porém, o computador não saberá do que trata o vídeo. 

As imagens contidas nele não podem ser lidas pelo sistema, a menos que você use um programa específico para categorizar essa imagem. Nesse programa, você pode informar ao computador que aquela foto é uma praia. Também pode ser uma descrição mais detalhada, como “vista aérea da praia de São Conrado, Rio de Janeiro, Brasil”.

Assim, quando for feita uma busca por imagens semelhantes, ele irá agrupá-las por essa descrição.

Os 3Vs do Big Data

Agora que você já entende quais tipos de dados são coletados, vamos apresentar a dinâmica que é usada nessa coleta. Quando se trata de usar as informações da nuvem, entram em ação os 3Vs do Big Data. Veja o que cada um significa:

  • volume: diz respeito à quantidade de dados que é coletada vinda de diferentes fontes — como o histórico de busca do Google e as sugestões de vídeos do YouTube;
  • velocidade: trata da rapidez com que as informações devem ser coletadas, tratadas e transmitidas — para que as sugestões de vídeo tenham eficiência, o YouTube precisa analisar rapidamente suas curtidas mais recentes;
  • variedade: determina a variação do formato para os dados coletados, podendo ser dados estruturados ou não estruturados.

É dessa forma que as diferentes informações que são compartilhadas fazem sentido. O sistema cruza os dados vindos de diferentes fontes e variando os formatos, fazendo uma leitura muito rápida para gerar uma resposta satisfatória. Todos esses comandos — coleta, análise, armazenamento, troca — são feitos por códigos de Inteligência Artificial.

Como aplicar o Big Data nas empresas?

O Big Data é tão importante para os negócios modernos que a Salesforce — empresa que oferece programas como serviços (SaaS) — acaba de investir cerca de US$15 bilhões na compra do Tableu Software. E o que essa plataforma faz? Leitura e análise de grandes volumes de dados. A ideia não é sair por aí lendo informações de toda e qualquer pessoa.

Lembra que os dados são gerados dentro de sistemas? As empresas investem pesado na leitura de seus próprios dados. O motivo principal é auxiliar na tomada de decisões, tendo em mãos informações privilegiadas sobre diferentes faces do negócio, como:

  • comportamento do cliente;
  • dados financeiros;
  • controle de qualidade;
  • público-alvo;
  • preferências de marketing e consumo.

Essas informações todas podem ser vistas como estratégicas, pois auxiliam os gestores na hora de decidir, planejar e controlar os diferentes departamentos da empresa. Porém, não é apenas assim que o Big Data pode ajudar os negócios. O departamento de Recursos Humanos, por exemplo, é quem mais entende dos colaboradores.

Imagine ter em mãos, de maneira rápida, o desempenho dos melhores colaboradores? Facilmente você poderia direcioná-los para uma necessidade específica da empresa ou agrupar os próximos candidatos à promoção. Com isso, uma das coisas mais importantes que o Big Data traz para as organizações é a integração das diferentes áreas.

Os códigos de Inteligência Artificial conseguem reunir dados da empresa inteira, além de integrar diferentes programas para coletar melhor as informações contidas neles. Essa estratégia de unificar contas você conhece bem, é a mesma que o Google usa para sugerir os vídeos no YouTube baseados na sua pesquisa. Uma conta conectada em várias informações.

Compreender o que é Big Data é uma boa forma de buscar desenvolvimento profissional, pois essa tendência tecnológica vem ganhando espaço nos últimos anos devido ao grande uso da internet para as atividades de negócio. Nunca foi tão fácil compreender o cliente e o mercado: basta “ler” o que eles dizem nos dados.

Nosso post ajudou você a entender de vez o que significa Big Data? Caso ainda tenha dúvidas, pode deixar um comentário que responderemos!