Os sintomas de estresse são, muitas vezes, percebidos bem depois de já terem se agravado e necessitarem de cuidados especiais. Os gatilhos que originam a mudança de comportamento podem ser resultantes do dia a dia ou de uma situação pontual.

Sem perceber que está acometido desse mal, o indivíduo tem reações diferentes do habitual que podem desencadear problemas ainda maiores e mais nocivos à saúde do corpo e da mente, afetando a todos ao redor.

Neste post vamos mostrar as causas mais prováveis do estresse, os sintomas, como prevenir e o que fazer a partir de um diagnóstico, oferecendo algumas dicas importantes de mudança dos hábitos de vida.

O que é o estresse?

Podemos entender o estresse de modo geral como um desequilíbrio do corpo e da mente em relação ao estado normal de um indivíduo. O organismo sente as variações emocionais e isso traz consequências para o corpo, que afeta o modo como a pessoa se posiciona, normalmente, diante de fatos corriqueiros.

Em estado de estresse o corpo não descansa e está sempre com o alerta ativado pela adrenalina (substância da excitação e dos estímulos diante de situação de grande efeito), fundamental para a manutenção da vida, mas que ultrapassa limites em situação de estresse.

Quais são as causas mais prováveis do estresse?

Não existe uma causa única, exatamente por serem diversos os motivos que levam ao estresse, mas podemos pontuar algumas que englobam vários fatores correlacionados e que emitem sinais de perturbação e instabilidade.

Preocupações demasiadas

Uma pessoa que tenha na mente uma ou mais preocupações constantes desenvolverá um estado emocional repleto de inquietações excessivas, não controlando as reações.

A razão disso pode estar associada à perda do emprego, nascimento ou casamento de um filho, a espera de um diagnóstico ou a falta de preparo emocional para lidar com qualquer situação atípica da vida.

Falta de tempo para o lazer

A rotina de muito trabalho, falta de tempo e total ausência de lazer pode ser causa do estresse. Mesmo que alguém pareça confortável nesse cenário, o corpo e a mente começam a dar mostras do cansaço alterando, por vezes, o estado de humor.

O lazer é essencial para abrir um canal de comunicação da mente e do corpo com o que se passa à volta e também com as pessoas de convivência. A total dedicação ao trabalho e nenhuma ao lazer desarmoniza o cotidiano e acarreta a instalação dos sintomas de estresse.

Cobrança excessiva

Lidar com a tensão e a cobrança excessiva sem criar algum tipo de escape (como descanso ou lazer) ou determinar um limite pode prejudicar a mente e se transformar no mal de estresse.

No ambiente profissional vemos muitos trabalhadores desconexos, com aparência cansada e adoecida, dando a impressão de estarem acometidos por alguma síndrome — a Síndrome de Burnout, conhecida também como Síndrome do Esgotamento Profissional pode ser uma delas.

Nem todas as pessoas conseguem externar os sentimentos ou dizer um basta às infinitas cobranças — da empresa, do chefe, dos pais, do cônjuge ou de si próprio — e acumulam sentimentos em silêncio até explodir de uma maneira pouco convencional.

Quais são os sintomas do estresse?

Dor de cabeça

A dor de cabeça do estresse pode ser confundida com algo normal e que tenha origem no calor, na insônia, no dia agitado, na preocupação com algo específico ou até mesmo na má alimentação.

Porém, quando se torna frequente e inquietante, deve ser investigada junto de outros fatores para detectar se não há uma causa maior. A dor de cabeça é incômoda e interfere nos resultados do trabalho e da vida.

Tonturas

Acarretada pela queda do fluxo de sangue para o cérebro e também da pressão arterial, a tontura é um alerta de alguma mudança na rotina, interna e externa, e deve ser checada para encontrar o melhor tipo de tratamento.

Mudança de apetite

A mudança do apetite para mais ou para menos é um indicativo de alteração metabólica que pode ser causada pelo estresse. Tudo depende do fato gerador e de como a pessoa lida com ele.

Não se alimentar é tão ruim quanto se alimentar em excesso. A alimentação precisa ser equilibrada e harmonizada por alimentos nutritivos que auxiliem a digestão, a disposição e o sono, para manter o corpo e a mente sãos.

Irritabilidade

Quando uma pessoa se sente irritada por motivos simples é hora de verificar as motivações de uma irritabilidade gratuita. Alguém que se sinta incomodado permanentemente com ocorrências que antes não impactavam o dia deve se preocupar, pois esse pode ser um dos sintomas do estresse.

Insônia

Mesmo para as pessoas que não gostam de dormir ou dormem pouco, algumas horas de sono são necessárias para que a mente entre em repouso e tenha tempo de reformular no subconsciente aquilo que está gerando a preocupação.

A insônia é um sinal de que a pessoa não se desliga do que a está afligindo e não dormir produz agravamento sem controle, principalmente se o problema não tiver uma solução imediata.

Cansaço

A fadiga é mais um sintoma que afeta a vida de quem está passando por momentos de estresse. Como o corpo sente o peso das preocupações, é bem comum que uma exaustão se instaure durante o dia e se estenda até a noite provocando ainda mais insônia, pois não se trata de um cansaço natural de um dia exaustivo, mas um estado contínuo e grave.

Perda ou ganho de peso

Com todos os sintomas agindo na estrutura corporal é possível que a pessoa acometida pelo estresse tenha alterações no peso — ganhando por consumo de alimentos calóricos em crises de ansiedade ou perdendo por passar longos períodos ingerindo pouco ou quase nenhum alimento que tenha valor nutritivo.

Como prevenir e cuidar depois do diagnóstico?

O diagnóstico do estresse é resultado de um processo investigativo realizado por um profissional qualificado — especialistas da Psiquiatra, Cínica Geral, Otorrinolaringologia e Psicologia podem ajudar a formar um diagnóstico (a exceção do psicólogo, os outros podem prescrever algum tipo de medicação).

Procurar ajuda profissional é sinal de que há uma percepção de que algo não vai bem e que é preciso algum tipo de intervenção. É possível resolver com o uso de medicamentos (ansiolíticos como a Fluoxetina, por exemplo) ou práticas alternativas não invasivas ao organismo (aromaterapia e cromoterapia).

Atividades físicas

A prática regular de atividades físicas promove sensação de bem-estar e dá vazão a um relaxamento progressivo deixando o corpo e a mente mais leves. Com o estímulo adequado a adrenalina é liberada na medida certa e reduz o estresse substancialmente.

Meditação

A meditação é um excelente recurso para amenizar as aflições e equilibrar as emoções, pois cria mecanismos de defesa contra a ansiedade a partir dos exercícios respiratórios em ritmo cadenciado, o que pode transformar o pensamento e a forma de enxergar aquilo que causa desconforto.

O silêncio poder ser curativo e auxiliar a reflexão e detecção da intensidade dos problemas permitindo que as soluções se apresentem com maior facilidade. Existem diferentes técnicas de meditação, seja qual for a escolhida, ela deverá ser aprendida e praticada diariamente para ter efeito positivo e eficaz.

Como vimos, o estresse é um mal silencioso que chega de mansinho e vai ocupando as lacunas deixadas pelo indivíduo. O que antes era preenchido por atividades normais e corriqueiras cede espaço para a procrastinação e o desânimo, por isso é tão importante atentar aos sinais e buscar ajuda para profissional.

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